VIVER x PANDEMIA : UM ANO DE DESAFIOS
Há um ano começava a proliferação do vírus da Covid -19 pelo Brasil. Hoje vivemos um momento delicado da pandemia. Em alguns estados brasileiros o número de mortes nesses primeiros meses de 2021 já supera o do ano passado inteiro. A vacina chegou, mas num processo de imunização muito lento. Como está sendo VIVER essa realidade tão atípica e, ainda, tão assustadora?
Esse é um novo espaço que a Revista Viver Agulhas Negras abriu para que as pessoas se expressem. E nossa estreia é com a psicóloga aposentada, Angela de Lamare, 66 anos.
Angela, que morou em Resende e trabalhou na saúde pública da
cidade por mais de 15 anos, hoje vive no Rio de Janeiro e, depois que se aposentou,
transformou o hobby de cozinhar em nova profissão.- Angela, faz um pequeno resumo sobre você, família e
trabalho.
- Moro no Rio, sou psicóloga de formação e cozinheira por
opção. Tenho duas filhas. A mais velha mora em Resende e a mais nova comigo. Depois
da aposentadoria, e ter trabalhado por mais de 20 anos na saúde pública, um ano
de férias já estava de bom tamanho. A necessidade de uma nova ocupação me fez
avaliar e fazer o que sempre gostei: cozinhar. Minha filha e eu abrimos uma
pequena empresa de congelados, que nos proporciona muita satisfação.
- A pandemia já persiste há um ano, quais os desafios que
enfrenta/enfrentou nesse período?
Como trabalhamos em casa, profissionalmente os maiores desafios eram e são as compras e entregas. Temos que enfrentar o contato em locais de grande vulnerabilidade para contágio, que são os mercados e o transporte público. Pessoalmente, o afastamento de quem amamos.
- O que foi ou está sendo mais difícil?
O mais difícil continua sendo a distância da minha filha
mais nova que mora em Resende, dos amigos, essenciais para nossa vida, do bar, onde encontramos esses amigos e jogamos conversa fora, e do avião, que nos leva
a lugares que planejamos descansar e conhecer novas paisagens, de
preferência praia, onde há cultura e pessoas diferentes.
-- o que ajudou a driblar inseguranças e preocupações?
Ler, joguinho de celular, as Lives da Tereza Cristina. E, no
fim de semana, um whisky pra relaxar.
- Destaca algo positivo para sua vida pessoal ou profissional?
Pessoalmente tenho dificuldade de ver algo positivo com tanta gente morrendo e sofrendo por falta de atendimento e estrutura governamental para enfrentamento do vírus. Acredito que, como vivemos em sociedade, é praticamente impossível, pra mim, ver positividade com sofrimento de tantas pessoas próximas ou não. Uma sociedade doente reflete em cidadãos doentes, tanto fisicamente como emocionalmente. Talvez o mais positivo, acredito, que tenha sido o afloramento de generosos sendo mais generosos e de intolerantes sendo mais intolerantes. Assim ficou mais fácil de ver quem é quem.
- Qual sentimento nesse momento em que as pessoas começam
a ser vacinadas?
Queria muito que estivesse tomada de esperança, mas a incompetência não permite. Poderíamos ter muito mais gente vacinada. Com o “fantasma” de novas cepas, que indica que ocorrerão mais mortes e colapso no atendimento, a esperança se transforma em medo. A incompetência não permite que o avanço da ciência chegue até nós.
Reviewed by VIVER Agulhas Negras
on
fevereiro 25, 2021
Rating:
Maravilhosa essa pessoa 👏🏼👏🏼
ResponderExcluirFalou muito bem! Sincera e real ;)
ResponderExcluirExcelente entrevista!!!! Ela falou muito bem!
ResponderExcluirParabéns pelo trabalho!
Adorei a entrevista, Ângela! Esse é o panorama do discaso com a pandemia! Parabéns pelo trabalho na culinária!
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