A MULHER MARAVILHA DAS AGULHAS NEGRAS
Parou de fumar, tornou-se atleta aos 37 anos e mantem-se firme nas provas de corridas de rua
A Itatiaiense Fátima Oliveira Sá,
que completa 65 anos hoje (07/02), ganhou o apelido de Mulher Maravilha porque
foi assim que ela ficou famosa na TV. Quando se fantasiou para correr a São Silvestre
e apareceu na telinha da Tv Globo. E lá se vão mais de 10 anos que a costureira
de Itatiaia ganhou fama. A ideia de usar fantasia na corrida mais importante do
Brasil foi do neto, que na época tinha 9 anos. Ela primeiro se vestiu como
bailarina, mas depois o marido e treinador, Jesuel Passarinho, escolheu a roupa
que deu o apelido à Fátima. A Mulher Maravilha é uma das fantasias preferidas.
Mas o apelido também faz jus a personalidade de Fátima: mulher guerreira. A história dela foi de persistência. A costureira conta que há 28 anos, quando começou a namorar o Passarinho (Jesuel Ferreira de Sá), que na época se destacava nas corridas de rua, resolveu seguir o então namorado. Mas ela fumava três maços de cigarro por dia. “No início eu treinava e fumava escondida dele. Não tinha fôlego para completar as corridas. Terminava sempre em último, atrás até dos velhinhos de 80 anos”, conta Fátima, que ri ao lembrar desse passado. Mas ela diz que foi o marido que insistiu e disse que só a treinaria para uma competição se ela realmente parasse de fumar.
A primeira vitória para Fátima
foi subir no pódio numa corrida da Aman, onde deixou até cadetes para trás. Há
pelo menos 26 anos ela parou de fumar e passou a praticar o esporte com mais
entusiasmo e fôlego “Foi um marco na minha vida ficar entre os 200 atletas que
cruzaram a linha de chegada da São Silvestre, entre 30 mil competidores. Para
mim não importa a vitória em si, meu lema é acordar todos dias, sorrir no
espelho e dizer “eu me amo”. E só o esporte me proporciona isso. Se um dia eu
não acordo bem, é só colocar short e tênis e correr. Volto pra casa com astral
renovado”, diz a nossa Mulher Maravilha.
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